O racismo vivenciado na infância, somado à ausência de apoio para lidar com isso, estão entre o que a Universidade Harvard chama de “experiencias adversas na infância”.
Resultado disso é que áreas do cérebro dedicadas à resposta ao medo, à ansiedade e a reações impulsivas podem produzir um excesso de conexões neurais, ao mesmo tempo em que áreas cerebrais dedicadas à racionalização, ao planejamento e ao controle de comportamento vão produzir menos conexões neurais.
Após episódios de racismo, é importante que a criança seja acompanhada por profissionais para observar se ela mantém o corpo em estado de alerta constante e se esse episódio pode desencadear outros problemas cognitivos.
COM QUEM VOCÊ VAI APRENDER?
Paula Batista é Jornalista especialista em mídia, informação e cultura pela USP. Mestre em divulgação científica e cultural pela Unicamp. Estudiosa e educadora das questões raciais brasileiras desde 2009. Tem trabalhado nos últimos anos para compreender como o racismo afeta a infância das crianças brancas e negras. Por meio de suas pesquisas. Desenvolveu um conteúdo focado em como os adultos podem oferecer para as crianças uma educação livre do racismo.
Paula é criadora da consultoria Ser Antirracista, que se dedica à educação antirracista, letramento racial para a promoção da equidade racial e combate ao racismo nas empresas, escolas e instituições.
+3 aulas práticas + 5 materiais para atividades
Serie ser antirracista
Que ações individuais negros e brancos podem realizar para combater o racismo?
Episódio 1: Quem são os racistas?
Episódio 2: Diga com quem convive que te direi quem és
Episódio 3: Racismo á brasileira
Episódio 4: Quem pode falar sobre racismo
Episódio 5: Praticando o antirracismo
Valor de inscrição:
De R$197,00
POR R$0,00
Nos ambientes de socialização da criança negra, como a escola, parques, clubes, são onde acontecem os principais episódios de racismo. Quando esses episódios não são solucionados, podem gerar alguns comportamentos de defesa na criança. O medo de sofrer racismo pode fazer com que a criança negra se cale. Criar um ambiente de afeto e acolhimento em casa pode auxiliar a criança a se expressar e inclusive denunciar as violências racistas que está vivenciando nos ambientes de socialização.